Teste rápido que detecta covid-19 ao custo de R$ 10 é criado na UFPR
O teste é do tipo imunológico, ou seja, aponta a presença de anticorpos no plasma sanguíneo de uma pessoa que tenha sido infectada pelo Sars-CoV-2 e já tenha desenvolvido imunidade ao vírus, o que ocorre cerca de 10 dias depois da contaminação. A verificação é útil para fins de vigilância epidemiológica e para se atestar a eficácia de possíveis vacinas, por exemplo. “Para a retomada de atividades é fundamental ver o porcentual da população que já desenvolveu anticorpos contra o novo coronavírus”, explica Huergo.
O grande diferencial do teste criado pela equipe foi conseguir reproduzir antígenos do vírus (moléculas que acionam a produção de anticorpos) em laboratório. No caso do Sars-CoV-2, os principais antígenos são as proteínas nucleocapsídeo e Spike (N e S). “São os insumos mais caros para o desenvolvimento de testes imunológicos”, explica Huergo. Empresas de biotecnologia estrangeiras chegam a comercializar um miligrama dessas proteínas por 1 mil dólares, sem contar os custos de importação.
Testes são gargalo no controle do coronavírus
Em março, diante da declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) de pandemia do novo coronavírus, Huergo começou a estudar de que forma poderia ajudar no combate à disseminação do patógeno. “Como tenho experiência em bioquímica de proteínas, notei que o gargalo era a questão do teste”, conta o bioquímico, que é pesquisador associado ao Laboratório de Microbiologia Molecular do campus Litoral da UFPR e professor do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da universidade, em Curitiba.

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