A partir da próxima segunda-feira (8), as prefeituras
poderão decidir, em conjunto com o governo do Estado, a retomada gradual de
atividades como transporte coletivo e aulas práticas de cursos superiores. O
decreto foi assinado na manhã de hoje (1º) pelo governador Carlos Moisés, em
coletiva de imprensa transmitida via internet. Com a nova medida, os prefeitos
usarão uma ferramenta que mostra indicadores de avanço ou recuo da transmissão
do coronavírus em sua região, podendo assim solicitar a reabertura de espaços e
realização de eventos.
O plano de ação regionalizado, segundo o governador, se dá
porque há múltiplas realidades em diferentes pontos do Estado, com cidades com
índices elevados de contaminação e outras em que até o momento não houve nenhum
caso positivo de Covid-19. “Percebemos que a doença evoluiu de forma distinta
em cada região, por isso entendemos que é necessária uma nova fase”. Assim, os
municípios irão deliberar sobre a retomada de atividades, podendo solicitar ao
governo estadual o afrouxamento de medidas ou até mesmo o aumento de
restrições. “Em alguns municípios não haverá liberação ampla e irrestrita
porque não é compatível com os números de crescimento, mas é uma realidade por
vezes distinta de outras cidades”, conclui Moisés.
Com isso, o transporte coletivo e interestadual segue
suspenso em toda Santa Catarina até 2 de agosto, mas as prefeituras poderão
retomar as atividades a partir de 8 de junho, caso a ferramenta de aferição de
dados mostre que a liberação será segura. Da mesma forma, as aulas presenciais
seguem suspensas até o início de agosto, mas atividades práticas de cursos
superiores podem retornar já na próxima semana, com as aulas presenciais
podendo retornar em 6 de julho. Eventos públicos como shows, teatros e
cinemas, e atividades esportivas terão as retomadas possíveis a partir de 5 de
julho – essa também é a data para que se comece uma deliberação do reinício do
Campeonato Catarinense de futebol.
A decisão de flexibilização dessas atividades será decidida
em conjunto entre prefeituras, o governo do Estado, por meio das secretarias
competentes, e a FECAM (Federação Catarinense de Municípios).
Fonte: ND+
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